30.7.09

Resenha do Mês (aos 45 do segundo tempo)

Depois de lançar “What’s The Time Mr. Wolf?” em 17 de abril de 2007 e encantar os mais refinados e exigentes ouvidos, a banda britânica THE NOISETTES não só recauchuta o armário musical como simplesmente troca toda a roupa. O novo CD, que já desponta entre os mais tocados na Europa, evidencia a procura pela vertente pop e sepulta o rótulo de banda de rock.

Em “Wild Young Hearts”, o bom gosto musical e o cuidado nos arranjos continua sendo primoroso, o que faz desse álbum um contagiante disco que, por vezes, troca riffs de guitarra por teclados e prioriza o bonitinho em detrimento do visceral. Uma das principais conseqüências da mudança é notada na cantora Shoniwa. Em alguns momentos ela abre mão de gemidos jazzísticos e de gritos rockeiros, para dar um tom mais aveludado a canções já cheias de carisma. Em verdade, é um disco pronto e embalado para consumo. As belas canções “Never Forget You” e “Don't Upset The Rhythm” são um convite para baladas enquanto “Every Now And Then” faz imaginar a cena clássica do casal que dança a luz baixa, rosto colado e iluminados por jogo de espelhos que formam bolinhas nas paredes.

Não posso negar um certo desapontamento. Não que “Wild Young Hearts” seja ruim. Muito pelo contrário. É um dos melhores discos de pop que ouvi nos últimos tempos e passa a ter lugar cativo nos playlists do meu computador e do meu celular. O que me deixa um tanto chateado é a não persistência em um estilo realmente novo. O grande diferencial de “What’s The Time Mr. Wolf?” foi justamente encontrar a simbiose perfeita entre punck, funck, indie rock e a linda e negramente arrebatadora voz de Shoniwa. O risco agora é que THE NOISETTES torne-se apenas mais uma, entre as tantas bandas pop que estão por aí.

Que a mudança tem gerado bons frutos, no que se refere a espaço na mídia e popularidade, não há dúvida, no entanto, gostaria que a transformação fosse menos radical, afinal, mudar nem sempre significa melhorar. Torço para que a camaleônica THE NOISETTES tenha vida longa e que nos próximos trabalhos não abandone suas raízes punk, funk e rock. Ainda que possa agradar um pouco menos.

Primeiro disco - What’s The Time Mr. Wolf?

Um domingo sem Faustão

Há quem não suporte os domingos e suas tediosas tardes de parca programação cultural e a maratona de Faustão, Gugu e companhia na televisão.
Viva!!! Isso vai mudar.
No próximo domingo, o projeto Expressões Oi na Rua vai reunir mais de 80 atrações de todas as áreas em espaços públicos de Porto Alegre. Os eventos de música, artes visuais, dança, teatro e literatura serão divididos em 8 locais de apresentação.

Confira a programação
MÚSICA

Praça do Skate
13h – DJ Zonattão
13h30 – Pondera
14h – Mercedez
14h30 – Sleeping Bags
15h – Cacto Rosa
15h30 – NonSense — A Banda
16h – Gustavo Telles & os Escolhidos
16h30 – Pata de Elefante
17h50– Bidê ou Balde

Redenção
13h – Antonyo Rycardo
13h30 - Clarissa Mombelli
14h – Proveitosa Prática
14h30 – Candy Girl and the Fishman
15h – Fruet e os Cozinheiros
15h30 – tom bloch
16h – Procura-se Quem Fez Isso
16h30 – Volantes
17h50 – Os Massa

Gasômetro
13h – Reverba Trio
13h30 – L.A.B.
14h – Oh!
14h30 – Velocetts
15h – Primo Bill
15h30 – Severo em Marcha
16h – Apanhador Só
16h30 – Cartolas
17h50 – Superguidis

ARTES PERFORMÁTICAS E LITERATURA

Redenção
O dia inteiro: Perna-de-pau 2por2 — performances interativas intercaladas com distribuição de esculturas em balões.
11h - Marwel e Lia – Show de mágica - 30 min
11h30 - Tia Créti – Contação de história – 30 min
12h - Marwel – Show de mágicas de bolso – 15 min
12h15 - Márcio Fulber – Moto Maluca – 20 min
Grupo Cataventus Contadores de Histórias:
12h35 - Vaca Maricota - Vera Rossi
12h45 - Os Bigodes do Palhaço - Vagner Costa
12h55 - Fraca Fracola, Galinha d'Angola - Silvia Ortroff
13h05 - Macaco Danado - Julia Donaldson - Axel Sheffer
13h15 - Tia Libória - Silvia Ortoff
13h25 - A Verdadeira História dos Três Porquinhos - Joe Scieska
13h35 - A Descoberta da Joaninha - Bellah Leite Cordeiro
13h45 - Menina Bonita de Laços de Fita - Ana Maria Machado
13h55 - Pato Poliglota - Ronaldo Simões Coelho
14h05 - A Aposta - Tatiana Belinky
14h15 - Téo, o Menino Azul - Paulo Riani Costa
14h25 - Jeffie Lopes - The best of Dum - 10 min
14h35 - Jeffie Lopes - Loja de Inconveniências - 15min
14h50 - Miguel Ângelo – Humor - 10 min
16h - Miguel Ângelo - Caricatos – 20 min
16h20 - Rafael Shouman - Esperança - 5 min
16h25 - Ricardo Silvestrin - Os Poets - 20 min
16h45 - Ricardo Silvestrin - Ricardo, o Bardo – 30 min
17h15 - Grupo Borboleta Groove com Pé na Porta - Outra Coisa com Certeza - 40 min
17h55 - Grupo Texa - Madame Lorota - 20 min
18h15 - Grupo FinoContrataca - O Caso da Tocha - 10 min
18h35 - Grupo Paralelo – Comunidade - 45 min
19h20 - Grupo Balança Mas Não Cai - Terça Insana - 30 min

Parcão
O dia inteiro: Perna-de-pau 2por2 — performances interativas intercaladas com distribuição de esculturas em balões.
11h - Cia Teatral Goliardos – Joãozinho e Mariazinha (teatro de bonecos) - 40 min
11h - Teatro 2por2 - Quem Escondeu a Floresta? - 45 min
12h - Cia Teatral Goliardos - Branca de Neve e os Sete Anões - 40 min
13h - Tio Fininho - Contação de História - 30 min
Grupo Cataventus Contadores de Histórias:
13h35 - Mundinho - Ingrid Bellinghausen
13h45 - Os Três Porquinhos - Adaptação de Juliana Rondon
13h55 - Caldeirão Mágico - Clássico
14h05 - O Peixe Arco-Íris - Marcos Pfifter
14h15 - Rosalinda, uma Florzinha Diferente - Dinara Schwarz
14h25 - A tartaruga - Adaptação de Roberto Carlos Ramos
14h35 - A Mula Sem-Cabeça - Lenda
14h45 - O Galinho Apressado - Tatiana Belinky
14h55 - Era uma Vez uma Bruxa - Lia Zatt
15h05 - A Aposta - Tatiana Belinky
15h15 - Estevão Machado – leitura de textos de seu livro: Ágape, o Amor que Liberta – 15 min
15h30 - Lucas Moreira - Intervenção Urbana - 20 min
15h50 - Silvia Figueiredo – Para Sentir-se Bem em Qualquer Lugar – 5 min
15h55 - Restinga Crew - Performance Hip Hop - 10 min
16h05 - Desfile da Coleção Panca, da estilista Carla Bal – 10 min
16h15 - Companhia Tec - Experimento III Urbanoide – 10 min
16h25 - Companhia Tec – Bobby Fischer - 10 min
16h35 - 2por2 - Os Retirantes - 20 min
17h55 - Grupo Lugar ao Sol - Improvisos e Manifestos - 20 min
18h15 - Cia Cleber Borges - Sentimentos del Tango - 10 min
18h25 - LadoB Encena – Lusitânia - 20 min
18h45 - Cia Alatus (dança contemporânea) - Produto Líquido - 5 min
18h50 - Everton Nunes - Chico Pequeno (dança contemporânea) - 5 min
18h55 - Grupo Curto Arte (teatro) - Nós Somos Mesmo Maravilhosas - 30 min
19h25 - Grupo Teatro 2por2 - Musical Poético: Labirinto dos Sentimentos - 20 min
19h45 - Grupo Dragão Vermelho - Show de Pirofagia

INSTALAÇÕES DE ARTES VISUAIS

Redenção
André Venzon
Bongiovanni
Carol W
James Zórtea
Lílian Maus
Nathalia García
Talita Hoffmann
Túlio Pinto

Mercado Público
Mariane Rotter (começa o percurso no Mercado e termina no Gasômetro. A artista distribuirá ímãs com fotografias de sua autoria.

Parcão
Leonardo Fanzelau

GRAFITE

Carlos Eduardo Pacheco "Guspe"
Eduardo de Limanuttes "Orelha"
Jonatan De Leon Peres "Jotapê"
Luís Flávio de Lacerda Vitola "Trampo"
Herbert Baglione

29.7.09

O POVO É BOBO



Há um milagre acontecendo no Brasil. Um messias. Ele abre a boca e todos riem. Faz uma nação feliz. É o "poeta de uma palavra só", Zina. Ele fala "RONALDO" e o país inteiro tem algo em comum para achar graça. Os Brasileiros estão unidos.

Ironia moralista à parte, é muito bom rir do Zina. Desse humor primitivamente cognitivo. O Seu Madruga, e as falas que todos nós ja antecipamos - tenha mais Barriga, senhor coração - chega a ser sofisticado. Merda mesmo é pedir para o Ashton Kutcher escrever "FORA SARNEY" no tweeter. Como se diz no futebol, tem que botar a bunda na grama.



Mas o brasileiro é bobão, né?. Avalia se no Reino Unido os caras iriam gargalhar por meses se alguém falasse "GASCOIGNE". Lá eles se desbundam com o RICK ASTLEY. O Brit Zina. Coisa chique. Não conheço bem o contexto, só sei que tudo é motivo para colocar a música demodê Never Gonna Give Your Up, do transado cantor oitentista. Uma febre. Uma amiga, Simone, disse que tem até um casal conhecido e que mora na Inglaterra, que vai casar ao som da melodia bisonha. Uma tiração. Aliás, como toda modinha, já tem mashup (se fosse no Brasil, teria funk). A Simone mesmo que indicou. Guria espelta.



O etnocentrismo já foi deposto, científicamente, a horas. Troxa é quem ainda acredita. Bobo tem em todo lugar.

Igor P.

bjosmeliga (Marco Luque roubou meu bordão!)

27.7.09

www.masshup.com.br

Nas próximas semanas o MASSHUP deixará de ser um blog, para tornar-se um grande site de entretenimento e cultura pop. A nova empreitada nasceu do desejo dos jornalistas Francisco Cadaval e Igor Pereira em encontrar um novo espaço para publicação de textos e principalmente do desejo de falar do que mais gostam: música, cinema e bagunças em geral.

Oriundos da FAMECOS os jornalistas agora se unem à publicitária e também famequiana, Priscila Martinez para criarem um site que possa confluir confiabilidade e responsabilidade jornalística a uma linguagem limpa e livre de casmurrices.

O projeto www.masshup.com.br começou em quatorze de abril de 2009 com a definição do estilo editorial e gráfico a ser seguido.

Na área gráfica foi escolhido como gênero predominante o estilo popart, incluindo elementos da street art e do rock anos 70 e 80. O graffiti e o stencil são elementos importantes na composição visual do MASSHUP, pois são elementos ao mesmo tempo contemporâneos e tribais.


A escolha por uma linguagem que fosse simples sem ser pobre e a interação de diversos temas e elementos lingüísticos foi determinante para a escolha de um nome que pudesse sugerir mistura e/ou interação.


Com a consolidação do nome MASSHUP com dois “s”, uma tentativa de diferenciação do termo em inglês, foi escolhida a logomarca.

Em breve www.masshup.com.br .

Aguarde!!!

17.7.09

A LUA QUE MATA


Eles eram amigos e tocavam juntos quando adolescentes. Neil Armstrong e Michael Collins. Dois dos caras, que junto com Edwin "Buzz" Aldrin, eram a tripulação da Apollo 11, que em 16 de julho de 1969 foi à lua. Há 4o anos. Armstrong, guitarrista. Tentava cantar. Collins, baterista. E Buzz... Bom, Buzz era o cara feio no palco, como o baixista Flea, mas sem um pingo de talento nas quatro cordas.

Os três eram ligadões em música e, muito antes do Black Sabbath, já projetavam a invenção do heavy metal. Planejavam largar a vida de astronauta e fechariam a carreira brilhante com chave de ouro, ao pisar no solo lunar e ressignificar a potencialiade do ser humano no universo.

Mas naquela viagem deu treta. Eles já estudavam juntos os conceitos espaciais havia muito anos. Dormiam, acordavam, comiam pastas, pílulas que, com água, viravam frango assado. Tudo juntos. E estavam de saco cheio. A banda acabou em seu ponto mais alto. Na lua. E por não concluirem o grande sonho de brilhar no universo pop, eles eternizaram todas as possibilidades de ser a banda mais revolucionária da Via-Lactea.

Neil se revoltou e virou Tim Armstrong, líder do Rancid. Seu irmão Billie Joe também faz algum sucesso com a música. Collins adotou o nome do pai, Phill, enviadou de vez e formou o Genesis. Edwin Buzz não conseguiu tocar nada. Mas como era muito feio e gente fina, conheceu Stevie Harris, que o empregou como o monstro Eddie, do Iron Maiden.

Essa viagem também não foi legal para um brasileiro. Antônio. Que, depois de ter trabalhado na manutenção da nave, com as radiações lunares, ficou abilolado. Hoje ele faz esculturas na areia e é chamado de Tonho da Lua. Inspirada por essa história, a banda Echo & the Bunnymen compôs o clássico Killing Moon. Chorei.

bjosmeliga
Igor p.

*montagem: Francisco Cadaval

**De acordo com a versão oficial, em horário mundial UTC, às 13 horas e 32 minutos de 16 de julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins partiram na ponta do foguete Saturno V, de Cabo Canaveral na Flórida, Estados Unidos, tripulando a nave Apollo 11 composta pelo Módulo de Comando Columbia e pelo Módulo Lunar Eagle. Centenas de milhares de pessoas assistiram pelas estradas e campos ao redor do Centro Espacial Kennedy, o lançamento do foguete.

13.7.09

Dia do Rock e a Geração Shuffle




O Dia do Rock passou. As rádios da cidade tocaram os clássicos e as bandas travestis estéticas... Músicas que a molecada não sabe de quem são, em que ano foram criadas, de que disco saíram. E no caso das bandinhas, de onde foram chupadas. E não importa. A música é um arquivo. Mistura um monte deles e toca. Muita música, pouca informação. Nenhuma direção. É a Geração Shuffle.

Antes, a gente corria atrás da informação. Fazia vaquinha para comprar o disco. Um só. E a galera espalhava o som por fitas K7. De um lado Sepultura, do outro Beastie Boys. Esperava a revista na banca. Queríamos saber: quem são esses Biohazard que excursionaram com o Sepultura? E como é o som da mina do Cobain? Uma coisa levava a outra. Descobertas e descobertas.
Notou, leitor, que no parágrafo anterior ma referi só a troca de informação por meio físico. Uma dificuldade. Às vezes uma impossibilidade. Um charme. Hoje, a facilidade brocha. Mas não é regra.

Há algumas semanas conheci uma guria. Vinte e dois anos. No MSN dela, "o que estou ouvindo: Kill the Poor - Dead Kennedys". Me falou do Led, do L7... - Tu não curte muito os clássicos, né? - ela me provocou. Logo eu, que cresci ao som do Queen, dos Beatles... sorri. Ou melhor, escrevi "hehehe". O mundo ainda tem salvação fora da Matrix.

Igor p.


Com que roupa eu vou?


O tempo das Tribos está aí. Se a paisagem da década de quarenta trazia de forma garantida ternos e chapéus marrons e pretos, mulheres com vestidos rodados e cabelos armados de maneira a intrigar a física. A contemporaneidade nos sugere o diverso. A aldeia ficou pequena para o desejo de todos os índios e a sociedade se segmentou em diversas tribos capazes de explorar e criar novos espaços e ditar tendências. Tal desenvolvimento influenciou tanto os mercados de moda quanto os de música e a elaboração de produtos que vinculem uma coisa na outra se tornou inevitável.

Músicos conhecidos do grande público e idolatrados por seus fãs perceberam que associar suas marcas musicais a roupas, seria, além de lucrativo, uma excelente estratégia de marketing pessoal. O mais interessante desse processo, é que são justamente os artistas mais engajados em criar uma imagem contestadora e subversiva que estão ditando moda nas passarelas mundo afora.

Na etimologia, a palavra moda é originária do Francês mode, e representa o uso, hábito ou estilo geralmente aceito pelo meio em que o indivíduo está associado. Ela está relacionada a evolução da burguesia ao poder econômico, favorecendo o desejo de reconhecimento social e ao mesmo tempo as crescentes tendências de imitação da nobreza. Não é por nada que geralmente está ligada a futilidade e a razões de consumo mais frívolas.

Músicos de origens musicais contestadoras, como o metal, Rap e Rock encabeçam a lista dos mais bem sucedidos. A Rocawear, marca do rapper Jay-Z, tem faturamento anual médio de cerca de 700 milhões de dólares. No Brasil Igor Cavalera, Marcelo D2 e Chorão já garantiram seu espaço.
Recentemente Liam Gallagher fez o lançamento mundial da Pretty Green, com direito a promoção isentando taxa de entrega e forte inserção na mídia.

A título de curiosidade, o rapper norte-americano Snoop Dogg desde 2007 assina a marca de roupas para cachorro The Snoop Dogg Line.



A lista de músicos/estilistas é longa. Aí vai uma pequena amostra.

Madonna
Matt Sorum, ex-baterista do Guns N' Roses e atual Velvet Revolver
Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones
Albert Hammond Jr, guitarrista dos Strokes
Lenny Kravitz
...

6.7.09

MALOQUEIROS ERUDITOS


Todo mundo tem cultura. Sociológicamente... ("iiih 'sociológicamente'" pensa o leitor. Continua lendo, que vai ficar bom. Não desiste!). Voltando, sociológicamente não existe ninguém mais culto. Todos tem o seu repertório intelectual, seus códigos cotidianos. O índio, o indiano, o acadêmico... e o pobre!

Ok. Mas o que é cultura de pobre? Ouvir axé music na Eldorado e refletir sobre a letra profunda, cheia de "desce mainha"? Nada disso! Acompanhe a narrativa: Como prometido no post anterior, passei o final de semana numa sala de cinema acompanhando a mostra competitiva de curtas do FANTASPOA - Festival de cinema fantástico e de horror, ultrasegmentado, só para fãs do cine trash e nerds filhos intelectuais da ficção científica como gênero diegético. Erro! O leitor acabou de cair em mais um "pega-ratão".

A sala do Santander Cultural estava tão lotada, nos dois dias de sessão, quanto um Lomba do Pinheiro 398 em dia de passe livre. Cheio de fãs da sangueira na telona? Não só. Cheio de curiosos, gente faminta por novidade, por alternativas. Por arte. E lotou porque o preço era acessível. De graça. O que me faz pensar... se caviar fosse barato, a Dona Maria da vila Cefer (entidade criada no meio acadêmico jornalístico para balisar se algum conteúdo é inteligível a todos) não passaria as ovinhas na sua torradinha? E o CD, se tivesse um preço justo? O DVD? Shows? Livros?

E o Cinema? bom, o preço mais alto aplicado pelo Fantaspoa é R$ 4 Pila. E vai bombar sempre. Chega de comer lixo. Pobre, coma trash!

Semana que vem, mais novidades do festival. Ganhadores, destaques, etc. E vou aproveitar para deixar o link para um dos curtas de que mais gostei na mostra competitiva. O inglês THE SEPARATION. Um stop motion de revirar o "estomo"!




Mais informações no site http://www.fantaspoa.com/

Igor p.

*Foto: acervo pessoal

3.7.09

É Fan-tás-ti-co!


Melhor do que a "revista eletrônica dominical" é a programação do quinto Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, o FANTASPOA - aberto oficialmente hoje. Referência na América Latina.

Até o próximo dia 19 os amantes do cinema não convencional poderão se regozijar com as produções mais improváveis do mundo, sobre horror, ficção cintífica... além dos filmes inclassificáveis. Pra se ter uma idéia, na edição passada assisti "Beneath the cogon", de realização vietnamita (se não me engano), sobre um tipo de grama assassina, hehe. Isso, grama.

Amanhã começo a curtir a programação, que conta com mais de 140 horas de projeção, 169 filmes, e será exibida nas salas da Casa de Cultura Mário Quintana, Cine Bancários e Santander Cultural. Confira os próximos posts...




Igor p.