2.10.09

Uma resenha "progressiva" - The Resistance


por Milton Morales*

A primeira coisa que me ocorreu ao escrever este review sobre o novo trabalho do MUSE, The Resistance, foi tentar ser o mais direto e sucinto possível, uma vez que ser objetivo não é uma virtude da minha natureza... entretanto, isso não é tarefa fácil, pois o CD é muito bom, decididamente um dos melhores do ano, e pode ser dividido em 2 ou 3 fases, mesmo que estejamos falando de apenas 11 músicas...

Muse, para os que não conhecem, é uma daquelas bandas que estão cada vez mais em extinção: as que fazem música livres daqueles que produzem “músicas-com-fórmula-pronta”. É uma banda que se arrisca, que procura elementos diferentes, que mistura vertentes, e que, portanto, nos dias atuais, consegue ser uma ilha no meio do nada. Ou quem sabe até um gênero particular.

Desde a primeira audição que fiz de The Resistance, o que me ocorreu para descrever esse álbum é que se trata de um trabalho conceitual... por outro lado, me pergunto até que ponto posso estar sendo redundante, afinal, para muitas pessoas Muse já é conceitual. Como explicar o “conceitual do conceitual”?

Matt Bellamy, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda, deu algumas entrevistas afirmando que The Resistance seria um ”retorno às origens”, uma vez que a intenção era soar como soou o segundo disco da banda, o Origin of Symmetry.

O que Bellamy quis dizer com isso é que procurou-se trazer de volta o uso mais acentuado de pianos, de melodias dramáticas, como as de uma ópera (gênero que, diga-se de passagem, é tremendamente marcante no som da banda e no trabalho vocal feito por ele em qualquer CD).

Contudo, o que difere o conceitual Origin of Symmetry, para o “conceitual do conceitual” The Resistance, é o vigor das músicas, o peso, a veia rocker da banda. The Resistance não tem músicas com o vigor de New Born, Plug in Baby e Citizen Erased, todos de Origin of Symmetry. Mas possui temas instrumentais mais trabalhados, climas mais sombrios e dramáticos, sem falar de melodias absolutamente brilhantes.

Relativo às músicas da primeira fase, as primeiras do CD, pessoalmente acho que trata-se de um início primoroso do trabalho. Todas as quatro músicas são excelentes! Uprising, que abre o disco, certamente é aquela que possui mais do DNA contumaz da banda. Depois, vem Resistance, que mostra algumas harmonias vocais diferentes, que naturalmente rememoram à Queen. Pretensão da banda? Na minha opinião. É melhor tentar se equiparar aos melhores, não é verdade? Ou você preferiria harmonias similares às do Simple Plan???

A última fase do CD é dividida em 3 músicas: Exogenesis: Symphony Part 1 (Overture), Exogenesis: Symphony Part 2 (Cross Pollination) e Exogenesis: Symphony Part 3 (Redemption)... essa música (que é uma só, mas foi dividida em 3 partes) era uma das coisas mais esperadas desse àlbum. O próprio Matt, em diversas comunidades de relacionamento, especialmente o Twitter, expressava sua excitação com o tema que estava compondo.

... eu não sou um antigo fã do Muse, devo confessar... me tornei fã de verdade no ano passado, e, talvez por essa razão, em sendo The Resistance o primeiro CD depois disso, fiquei muito ansioso para ouvir o novo material da banda... e não fui em nada decepcionado.

Abraços.

*Milton é guitarrista da banda Auditiva e nosso resenhisa por encomenda, hehehe


25.9.09

LARGUEI


Antes mesmo de lançar o segundo disco, no fim do ano passado, LILY ALLEN já demostrava sinais de estresse. Dizia que se o álbum não fosse bem recebido talvez não continuasse com a cerreira... Que não convivia bem com críticas... Que não sabia se o caminho estético que a obra tomava era bem o que ela queria... até pro Serginho Gosma, há duas semanas, depois de apresentação em São Paulo, ela se mostrou borocochô...


Pois então, agora é oficial: A cantora declarou em seu blog que não pretende gravar mais nenhum disco. E ainda criticou a baixação de música - Os dias em que eu ganhava dinheiro coma música já se foram, até onde eu me preocupo, e eu não vou lucrar com nenhuma nova legislação. Hoje tem um encontro em Londres onde os artistas vão discutir a pirataria. Meu trabalho foi feito. Eu fico orgulhosa do fato de que eu estive envolvida neste debate, mas passo o bastão para outros artistas - escreveu a invocadinha.

Logo uma artista que "nasceu" na internet e popularizou em seu blog, que será desativado. Uma menina linda, que compunha suas músicas, com um apurado senso pop, sabia se aliar a músicos talentosos e que deixou apenas dois belos discos - Arright Still e It's not me, It's you. Ah, e aquela voz... Vou ficar emburrado.

MAIS:
Depois de acabar a turnê, no dia 17 de dezembro em Londres, Lily pretende seguir a carreira de atriz. Ela está escalada para interpretar a protagonista da peça Reasons To Be Pretty, de Neil LaBute.

Igor p.

21.9.09

SOFRENILDO VAI AO SHOW




Como é bom estar em uma cidade que é escala de turnês internacionais. No dia 03 de novembro FAITH NO MORE toca em Porto Alegre, no Pepsi on Stage. Na primeira passagem da banda seminal do metal moderno pelo solo gaúcho, em 1991, o então guitarrista Jim Martin tocou pilchado! Se até o Papa é gaúcho...

Mas se gostasse de rock, a música do diabo, o Papa ia querer ser paulista....



O FMN toca no dia o7 do mesmo mês em São Paulo, no festival Maquinária. Só que acompanhado de JANE'S ADDICTION e DEFTONES! Os guri novo ainda levam de brinde o EVANESCENSE no dia 08. Tudo em dois dias. E o precinho, ó: Aqui, uma por R$ 100. Lá, três por R$ 200. E lá, estudante paga meia. "A isso que me refiro, amigo"!

Num esforço homérico a equipe do MASSHUP abdicou de ir no FNM em Porto Alegre para economizar e presenciar o Maquinária. Aqui, devemos contar com algum "hein, viado?" especial. Em SP devo ir eu mesmo, com meu dinheirinho amassado. Se tudo der certo. Em nome da guerrilha!

**A cobertura (se acontecer!hehe) já será pulbicada no MASSHUP.COM.BR, que vai ser lançado no dia 02 de outubro. Data e local do pagode ainda serão confirmados.

bjosmeliga

Igor p.




FNM Em Porto Alegre em 1991



*por Charles Dalberto



Eu estava lá. No Gigantinho. Vi e ouvi FNM quando a banda estava no topo. Nos Estados Unidos e aqui. Eles ainda desfrutavam do sucesso no Rock in Rio, quando foram a surpresa do festival.


Tudo começou com a banda metal do Robby, ex-Menudo. Levou uma vaia descomunal. E piorou. O Robby caiu e bateu de costas no praticável da bateria. Soltou um agudo do chão. Todos perceberam que o tombo deveria ter doído. Além das vaias, então, choveu sobre o palco buchas de papel feitas com a revista Bizz distribuída à plebe no coliseu daquela noite.


Mike Patton entrou apoiado numa bengala, vestido de Preto Velho



Veio o Faith No More. Mike Patton entrou apoiado numa bengala, caminhando com dificuldade, vestido de Preto Velho, entidade da Umbanda. Terno branco e camisa vermelha. A roupa teria sido comprada em um brechó da João Pessoa, onde ele foi caminhar naquela tarde e acabou sendo reconhecido por alguém que avisou a reportagem. Patton conhecera um terreiro em Salvador e ficara encantado. Bill Gould veio de camiseta escura, bombacha e botas.



Então, entrou o gaudério. Jim Martin. De baixo para cima: botas bege, bombacha preta, camisa branca e lenço maragato, vermelho, da cor da armação dos óculos. Cabelos fartos e soltos. Um gaúcho curvado sobre a flying V. Foi uma estupefação delirante.


Jim Martin, que começou o show pilchado, terminou de botas, ceroula e regata

O pau comeu. Showzaço. Com o calor da apresentação, Jim Martin, que começou vestido dentro do que manda o figurino, terminou debotas, ceroula azul claro e com uma regata branca que estava por baixo da camisa.

No fim do fim, depois do bis com War Pigs, Mike Patton pendurado numa torre de iluminação de cabeça para baixo, cantando e urrando e das saudações à platéia, Mike Bordin foi lançar as baquetas. Lançou. Alguém do público no gargarejo falou alguma coisa séria. Bordin, que é baixinho e invocado, apontou o dedo desafiador. Falou algo. Procurou o microfone para, quem sabe, revidar com algum impropério qualquer injúria recebida.O áudio já estava cortado. Nunca soube o que ele tentou dizer naquela hora. Nem o que ele ouviu.

* Charles Dalberto é jornalista, editor do Jornal TVCOM e blogueiro. Os textos dele podem ser lidos no blog CAPINANDO. Este report era um comentário, mas como o texto tá muito manero, pedi para publicar!

12.9.09

Jedicon RS 2009


No sábado, fãs de Star Wars de todo estado reúnem-se na Usina do Gasômetro para a edição 2009 da Jedicon RS.
O evento traz um dia inteiro de atrações sobre a saga cinematográfica de George Lucas. Palestras, apresentações, oficinas, estandes, concurso de fantasias, jogos, exposições, exibições de filmes e documentários fazem parte da programação.

A Jedicon RS 2009 tem entrada franca, aceitando de maneira voluntária doação de alimentos não perecíveis, e ocorre das 10h às 20h.

Poa-Montevideo - Sin Fronteras volta para o Teatro do Bourbon

Devido à grande procura por ingressos o espetáculo Poa-Montevideo - Sin Fronteras terá suas apresentações realizadas no Teatro do Bourbon Country. A show de Daniel Drexler, Ana Prada, Vitor Ramil e Marcelo Delacroix foi um dos primeiros a ter seus ingressos esgotados e a organização do festival sensibilizou-se com a grande procura. O espetáculo se mantém nos mesmos dias e horários: 12 e 13, às 21h. Quem já está com seu ingresso na mão, não precisa tomar nenhuma medida especial. Basta chegar no Teatro do Bourbon, se dirigir à bilheteria e apresentar o ingresso já comprado.
Poa-Montevideo foi especialmente produzido para esta edição do festival. No palco a integração entre grandes músicos das duas capitais, estabelecendo contatos e trocas musicais intensas, descobrindo-se nas similaridades e revelando-se nos traços particulares de cada cultura. Um dos momentos mais aguardados do Em Cena, por atender pedido do próprio festival em criar um show coletivo, construído como momento de celebração entre Porto Alegre e Montevidéu, cidade sempre marcante em nossa programação.

Poa-Montevideo - Sin Fronteras
Dias 12 e 13 de setembro, às 21h
Teatro do Bourbon Country - Rua Túlio de Rose, 80 / 2 piso

Fonte: http://www.poaemcena.com.br/

8.9.09

Termina a seleção para CEN 2009

O Cine Esquema Novo(CEN), Festival de Cinema de Porto Alegre, que acontece de 17 a 24 de outubro, recebeu 790 inscrições para as mostras competitivas deste ano, sendo 51 longas e 739 curtas e médias-metragens.

Além de filmes brasileiros, trabalhos da Argentina, Estados Unidos e França e as co-produções entre Alemanha e Egito e Sérvia, Montenegro e Bélgica, fizeram parte da seleção.

Foram recebidas co-produções brasileiras com outros países (Alemanha, Finlândia, Estados Unidos e Portugal) e ainda uma co-produção entre os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Confira os filmes selecionados para as mostras competitivas do CEN 2009

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS
- A Casa de Sandro; de Gustavo Beck (2009 – 75:00 – RJ)
- Loveless; de Cláudio Gonçalves (2009 – 61:00 – SP)
- Praia do Futuro; de Wanessa Malta, Guto Parente, Thais Dahas, Thaís de Campos, Ivo Lopes, Fred Benevides, Fernanda Porto, Armando Praça, Diogo Costa, Mariana Smith, Rúbia Mércia, Pablo Assumpção, Luiz Pretti, Themis Memória, Ythallo Rodrigues, Ricardo Pretti, Salomão Santana, Felipe Bragança (2008 – 92:00 – CE)
- Ressaca; de Bruno Vianna (2008 – 100:00 – RJ)
MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS E MÉDIAS-METRAGENS
- 98001075056; de Felipe Barros (2009 – 03:12 – SP)
- A arquitetura do Corpo; de Marcos Pimentel (2008 – 21:00 – MG)
- Analogia do Verme; de Carlosmagno Rodrigues e Cris Ventura (2008 – 18:00 – MG/POR)
- Andrômeda, A Menina Que Fumava Sabão; de Carlosmagno Rodrigues (2009 – 15:00 – MG/ARG)
- As Sombras; de Juliana Rojas e Marco Dutra (2009 – 15:00 – SP)
- Bomba!; de Lara Lima, Marcelo Lima e Renato Coelho (2008 – 04:36 – SP)
- Eu Não Posso Voltar, Se Eu Não For; de Heron Ferreira e Gigi Mete (2009 – 09:20 – BEL/SRV)
- Flash Happy Society; de Guto Parente (2009 – 08:00 – CE)
- JLG/PG; de Paolo Gregori (2009 – 08:06 – SP/CRO)
- Muro; de Tião (2008 – 18:00 – PE)
- O Menino Que Plantava Invernos; de Victor Hugo Borges (2008 – 15:30 – SP)
- O Plano do Cachorro; de Arthur Lins e Ely Marques (2009 – 10:00 – PB)
- Passos No Silêncio; de Guto Parente (2008 – 17:00 – CE)
- Perto de Casa; de Sérgio Borges (2009 – 09:30 – MG)
- Sentinela; Cristiano Lenhardt (2008 – 05:26 – PE)
- Sobre um Dia Qualquer; de Leonardo Remor (2008 - 16:00 - RS)
- Sweet Karolynne; de Ana Bárbara Ramos (2009 – 15:00 – PB)
- Tri Massa – Porto Alegre na Choque; de Virginia Simone e Matheus Walter (2009 – 18:36 – RS/SP)
- Triangulum; de Melissa Dulius e Gustavo Jahn (2008 – 22:00 – ALE/EGI)
- Um Detalhe Luzi; de Arthur Lins (2009 – 09:10 – PB)
- Valparaíso; de Diego Hoefel (2009 – 15:00 – RJ)
- Vintage Dance; de Dellani Lima e Rodrigo Lacerda Jr. (2009 – 06:40 – MG)


Confira mais informações em: http://www.cineesquemanovo.org/versao2009/

3.9.09

CINEMA PRA CARAMBA!

DIA 3
Abertura em Porto Alegre da mostra de videoarte Infiltração. O projeto é comandado pelos gaúchos Dirnei Prates e Nelton Pellenz, do Cine Água. Infiltração reúne trabalhos de artistas de vários estados, alguns com destaque internacional, como o mineiro LUCAS BAMBOZZI, precursor da videoarte no Brasil, e CRISTIANO LENHARDT, gaúcho radicado em Pernambuco.

Confira a PROGRAMAÇÃO.

DIA 4
> O documentarista EDUARDO COUTINHO apresenta e comenta, na capital, sua mais recente realização, Moscou - em que filmou ensaios de um grupo teatral para a peça Três Irmãs, do dramaturgo ANTON TCHEKHOV. A sessão ocorre às 19h, no Cine Santander. O cineasta foi premiado no Festival de Berlim pelo documentário Cabra Marcado para Morrer (1984). Complementam a filmografia de Coutinho Santo Forte (1999), Edifício Master (2002) e Jogo de Cena (2007).

> Inicia a 6ª Seleção de Filmes Bourbon, no Unibanco Arteplex, no Cinemark Ipiranga e no Cinesystem São Leopoldo. A mostra apresenta 14 longas inéditos no estado e que não têm distribuição garantida no país. Entre eles, o brasileiro Corumbiara e a comédia romântica uruguaia Gigante - premiados em Gramado. A programação vai até a próxima quinta-feira.