21.9.09

SOFRENILDO VAI AO SHOW




Como é bom estar em uma cidade que é escala de turnês internacionais. No dia 03 de novembro FAITH NO MORE toca em Porto Alegre, no Pepsi on Stage. Na primeira passagem da banda seminal do metal moderno pelo solo gaúcho, em 1991, o então guitarrista Jim Martin tocou pilchado! Se até o Papa é gaúcho...

Mas se gostasse de rock, a música do diabo, o Papa ia querer ser paulista....



O FMN toca no dia o7 do mesmo mês em São Paulo, no festival Maquinária. Só que acompanhado de JANE'S ADDICTION e DEFTONES! Os guri novo ainda levam de brinde o EVANESCENSE no dia 08. Tudo em dois dias. E o precinho, ó: Aqui, uma por R$ 100. Lá, três por R$ 200. E lá, estudante paga meia. "A isso que me refiro, amigo"!

Num esforço homérico a equipe do MASSHUP abdicou de ir no FNM em Porto Alegre para economizar e presenciar o Maquinária. Aqui, devemos contar com algum "hein, viado?" especial. Em SP devo ir eu mesmo, com meu dinheirinho amassado. Se tudo der certo. Em nome da guerrilha!

**A cobertura (se acontecer!hehe) já será pulbicada no MASSHUP.COM.BR, que vai ser lançado no dia 02 de outubro. Data e local do pagode ainda serão confirmados.

bjosmeliga

Igor p.




FNM Em Porto Alegre em 1991



*por Charles Dalberto



Eu estava lá. No Gigantinho. Vi e ouvi FNM quando a banda estava no topo. Nos Estados Unidos e aqui. Eles ainda desfrutavam do sucesso no Rock in Rio, quando foram a surpresa do festival.


Tudo começou com a banda metal do Robby, ex-Menudo. Levou uma vaia descomunal. E piorou. O Robby caiu e bateu de costas no praticável da bateria. Soltou um agudo do chão. Todos perceberam que o tombo deveria ter doído. Além das vaias, então, choveu sobre o palco buchas de papel feitas com a revista Bizz distribuída à plebe no coliseu daquela noite.


Mike Patton entrou apoiado numa bengala, vestido de Preto Velho



Veio o Faith No More. Mike Patton entrou apoiado numa bengala, caminhando com dificuldade, vestido de Preto Velho, entidade da Umbanda. Terno branco e camisa vermelha. A roupa teria sido comprada em um brechó da João Pessoa, onde ele foi caminhar naquela tarde e acabou sendo reconhecido por alguém que avisou a reportagem. Patton conhecera um terreiro em Salvador e ficara encantado. Bill Gould veio de camiseta escura, bombacha e botas.



Então, entrou o gaudério. Jim Martin. De baixo para cima: botas bege, bombacha preta, camisa branca e lenço maragato, vermelho, da cor da armação dos óculos. Cabelos fartos e soltos. Um gaúcho curvado sobre a flying V. Foi uma estupefação delirante.


Jim Martin, que começou o show pilchado, terminou de botas, ceroula e regata

O pau comeu. Showzaço. Com o calor da apresentação, Jim Martin, que começou vestido dentro do que manda o figurino, terminou debotas, ceroula azul claro e com uma regata branca que estava por baixo da camisa.

No fim do fim, depois do bis com War Pigs, Mike Patton pendurado numa torre de iluminação de cabeça para baixo, cantando e urrando e das saudações à platéia, Mike Bordin foi lançar as baquetas. Lançou. Alguém do público no gargarejo falou alguma coisa séria. Bordin, que é baixinho e invocado, apontou o dedo desafiador. Falou algo. Procurou o microfone para, quem sabe, revidar com algum impropério qualquer injúria recebida.O áudio já estava cortado. Nunca soube o que ele tentou dizer naquela hora. Nem o que ele ouviu.

* Charles Dalberto é jornalista, editor do Jornal TVCOM e blogueiro. Os textos dele podem ser lidos no blog CAPINANDO. Este report era um comentário, mas como o texto tá muito manero, pedi para publicar!

Um comentário:

  1. Eu estava lá. No Gigantinho.

    Vi e ouvi FNM quando a banda estava no topo. Nos Estados Unidos e aqui. Eles ainda desfrutavam do sucesso no Rock in Rio, quando foram a surpresa do festival.

    Tudo começou com a banda metal do Robby, ex-Menudo.

    Levou uma vaia descomunal.

    E piorou. O Robby caiu e bateu de costas no praticável da bateria. Soltou um agudo do chão. Todos perceberam que o tombo deveria ter doído. Além das vaias, então, choveu sobre o palco buchas de papel feitas com a revista Bizz distribuída à plebe no coliseu daquela noite.

    Veio o Faith No More.

    Mike Patton entrou apoiado numa bengala, caminhando com dificuldade, vestido de Preto Velho, entidade da Umbanda.

    Terno branco e camisa vermelha. A roupa teria sido comprada em um brechó da João Pessoa, onde ele foi caminhar naquela tarde e acabou sendo reconhecido por alguém que avisou a reportagem. Patton conhecera um terreiro em Salvador e ficara encantado.

    Bill Gould veio de camiseta escura, bombacha e botas.

    Então, entrou o gaudério.

    Jim Martin.

    De baixo para cima: botas bege, bombacha preta, camisa branca e lenço maragato, vermelho, da cor da armação dos óculos. Cabelos fartos e soltos. Um gaúcho curvado sobre a flying V.

    Foi uma estupefação delirante.

    O pau comeu. Showzaço.

    Com o calor da apresentação, Jim Martin, que começou vestido dentro do que manda o figurino, terminou de

    botas,
    ceroula azul claro
    e com uma regata branca que estava por baixo da camisa.

    No fim do fim, depois do bis com War Pigs, Mike Patton pendurado numa torre de iluminação de cabeça para baixo, cantando e urrando e das saudações à platéia, Maike Bordin foi lançar as baquetas.

    Lançou.

    Alguém do público no gargarejo falou alguma coisa séria.

    Bordin, que é baixinho e invocado, apontou o dedo desafiador. Falou algo. Procurou o microfone para, quem sabe, revidar com algum impropério qualquer injúria recebida.

    O áudio já estava cortado.

    Nunca soube o que ele tentou dizer naquela hora.
    Nem o que ele ouviu.

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