
Não tem jeito -"1983: O ANO AZUL" é um filme para gremistas. E os tricolores podem ir seguros às salas do GNC, que vão gostar. Assim como eu fiz na noite gélida do último domingo (07). Mas a crítica não pode ser traída pela paixão.
O doc. do Grêmio, uma produção do próprio clube e dos realizadores Carlos Gerbase, Gustavo Fogaça e Augusto Mallmann, é muito legal. O roteiro consegue dramaticidade e objetividade jornalística. Fora isso, o que emociona são os jogadores de 83, protagonistas e narradores de uma história épica - da Batalha de La Plata ao sofrido jogo de Tóquio, contra o Hamburgo.
Não tem como não evitar o peito inflado de orgulho ao ver os toques genias do Mário Sérgio. O engulho pré-choro ao ver o Renato rompendo defesas. nem o grito de "mazááá" com os carrinhos do China e os "Baidekassos" - isso só gremista sabe o que é, perdão! E o filme é, em essência, seus protagonistas e seus causos.
Vendo o filme se entende muito da identidade gremista. Raça, sangue e suor. Costumo dizer que em Porto Alegre há um time gaúcho. O Grêmio. O Inter é um time brasileiro. O colorados ganham jogando bonito. Gremistas ganham flagelando a alma castelhana.
Mas tem bola fora no "Ano Azul". A trilha sonora. Composta por dois colorados, Régis Sam e Fornazzo, e um filho de colorado, Bruno Sumam. Não é de se admirar que soe tão morta. Nada épica. Salva-se a surpresa, já com os créditos rolando, na voz de Wander Wildner. Se o leitor é gremista, não é mais suspresa.
Hum, como bom colorado, mas dessa vez apenas me valendo da história, me pergunto o que veio antes, o ovo ou a galinha? Pq a pergunta? Tão somente pq é curioso dizer que o Grêmio é quem joga o verdadeiro futebol gaúcho, tendo em vista que foi o Inter que antes apresentou o futebol gaúcho ao Brasil, em 3 oportunidades, antes do primeiro título nacional do "co-irmão"... e nem quero entrar na bola de neve que isso gera, mas isso não levanta o questionamento do que veio antes, o ovo ou a galinha, já que o Inter nos anos 70 teve times incríveis, mas nem por isso menos raçudos?... ;]
ResponderExcluirAbraços!
Mito explica o que a razão tem dificuldade de esclarecer. Serve como referência para a identidade. É legal quando não é argumento para o conflito. Neste sentido, é ótimo ser provocado pelos gremistas quando evocam "a raça", a "alma castelhana", o "gauchismo genuíno". É ótimo que o Grêmio seja "imortal". Assim o Inter tem um freguês eterno. eheheheh
ResponderExcluirNo cd da Revista Placar, acho que foi lançado em 2003, 2004, com releituras de hinos dos clubes brasileiros, o hino do Grêmio, interpretado pelo tricolor Vitor Ramil, não é nada épico. É jururu. Bem gremista. ;) Não perderia essa piada!
o que há de divertido no futebol, além do futebol, é o folclore - que é alicerçado de matéria-prima senso comum. Um amigo me perguntou certa vez - cara, será q sou corno? disse a ele - conta tua história e pergunta a um cobrador de ônibus. O que ele disser tá valendo. Imagino que esse cobrador, neste nosso caso, mesmo colorado, diria que o grêmio quebra a bola e inter toca, joga. mas é folclore, é flauta, é diversão. E futebol não é pra isso mesmo? Tem quem ache que não. E a violência no esporte passa por aí...
ResponderExcluirAh, o cara foi corno sim. E quem não foi? Faz parte do folclore!